O que significam os cenários
Cenários
são relatos sobre o que poderia acontecer no futuro; e, não, o que acontecerá
(previsões), o que deveria acontecer (recomendações de políticas), mas o que poderia
acontecer nos próximos anos no hemisfério em termos de enfrentamento às
drogas, embasado em tendências atuais das dinâmicas políticas, econômicas,
sociais, culturais e internacionais.
Para
a construção desses “Cenários do Problema das Drogas nas Américas, 2013 –
2025”, uma equipe de indivíduos de destaque - nos setores de segurança,
negócios, saúde, educação, culturas indígenas, organizações internacionais,
sistema jurídico, sociedade civil e formuladores de políticas públicas, de
todas as Américas – reuniu-se por duas ocasiões para formulação de um diálogo
intenso. A equipe criou quatro cenários embasados em experiências
diversificadas, entendimentos, em um Relatório Analítico preparado por uma
equipe de peritos de destaque, e no conjunto de entrevistas com 75 líderes de
todo o Hemisfério, incluindo Chefes de Estado e de Governo atuais e anteriores.
Os
relatos tão diversificados sobre a possível evolução da situação hemisférica
atual propiciaram subsídios relevantes, desafiadores, confiáveis e claros, a
fim de serem úteis nas conversações estratégicas dos líderes sobre as melhores
formas de abordar os problemas das drogas nas Américas.
O
propósito dos relatos foi o de fornecer estrutura e linguagem comuns no sentido
de apoiar o diálogo, o debate e a tomada de decisões por parte dos Chefes de
Governo, de Estado e de outros atores nos níveis nacional e internacional.
Além disso, os relatos destinam-se a apoiar a busca aberta e construtiva para
obter respostas às questões centrais da política e estratégia de drogas: Quais
são as oportunidades e os desafios que estamos e que poderíamos estar
enfrentando? Quais são as nossas opções? O quê devemos fazer para responder
melhor ao problema das drogas nas Américas?
Os
cenários desempenham uma função muito especial no planejamento estratégico. Por
serem resultado de um ou mais relatos, oferecem a vantagem de apoiar os debates
sem comprometimento com uma determinada posição de política. Os cenários nos
permitem lidar com o fato de que embora não possamos prever ou controlar o
futuro, podemos trabalhá-lo e influenciá-lo. Mais especificamente, os cenários
são usados para apoiar a formulação de políticas públicas e estratégias, por
meio de diálogos neles embasados. O objetivo desses diálogos não é refazer a
construção dos cenários. Pelo contrário, é usá-los para descobrir o quê se pode
e deve ser feito. Os diálogos mais frutíferos incluem um grupo representativo
de atores interessados e influentes de todo o sistema em questão (esse sistema
pode ser um governo, uma cidade, um setor, uma comunidade, um país ou uma
região, por exemplo).
A diversidade é
importante – não apenas com amigos e colegas,
mas também com estranhos e adversários.
Há quatro passos-chave para o diálogo embasado em cenários:
primeiro, os cenários são apresentados por meio de texto, apresentação de
slides, relatos ou vídeo. Segundo: para cada cenário, o grupo aborda a seguinte
questão: “Se este cenário ocorrer, qual o seu significado para nós?” e analisa
as oportunidades e os desafios representados pelo cenário. Terceiro: o grupo
trata da questão: “Se este cenário ocorrer, o quê podemos fazer? Quais são
nossas opções?” Finalmente, o quarto: o grupo volta ao presente e considera a
questão: “Dados esses futuros possíveis, qual é nosso passo seguinte?”
“Os cenários apresentam dois mundos: o mundo dos fatos e o mundo
das percepções. O propósito é coletar e transformar a informação de significado
estratégico potencial para percepções novas, as quais levarão, então, a
percepções estratégicas que anteriormente estavam fora do alcance da mente.”
– Pierre Wack, cofundador
da Equipe de Cenário na Royal Dutch Shell
• Prevenção
Aplica-se
a programas realizados para desencorajar ou retardar o início do uso de drogas;
ou, se já iniciado, evitar a progressão para enfermidades ou dependência. O
termo “prevenção”‘ é também frequentemente usado em áreas de política públicas
correlatas – por exemplo, prevenção de crimes; esforços para prevenir danos
relacionados com as drogas, tais como prevenção do HIV, prevenção entre
usuários de drogas injetáveis ou “desenvolvimento alternativo preventivo”
(desenvolvimento rural em áreas que apresentam risco de começar um cultivo
ilícito).
• Uso problemático de drogas
Uso de
drogas em idade tenra ou uso que começa a ter impactos negativos sobre a saúde
do indivíduo, a família, aos amigos ou à sociedade.
• Proibição
Proibição, por lei, para o
cultivo, a produção, a distribuição e a posse não autorizados de drogas para
fins que não medicinais ou científicos.
Entre os cenários plausíveis no futuro sobre problema das drogas
nas Américas, a Equipe de Cenários destacou três deles como os mais úteis para
serem explorados. Um quarto cenário, considerado perturbador em termos de
cautela, foi acrescentado à plataforma para discussão.
Em todos os cenários começamos com o entendimento de que, embora
o futuro seja incerto, podemos ter a certeza de que em 2025 ainda haverá uma
demanda considerável por drogas, incluindo álcool, produtos farmacêuticos e
drogas produzidas ilicitamente; de que uma pequena porcentagem dos usuários de
drogas se tornarão dependentes e alguns morrerão, enquanto outros desenvolverão
graves condições médicas ou infecções, tais como HIV e hepatite C; de que
haverá atividades ilícitas sempre que houver dinheiro a ser ganho de tais
atividades; e de que haverá grupos criminosos organizados operando na região e
lucrando devido a uma série de atividades ilícitas.
Mas também há muitas incertezas. A violência na maioria os países
aumentará ou diminuirá? O consumo problemático de drogas aumentará e exercerá
uma maior pressão sobre a infraestrutura de saúde pública de alguns países? Ou
estaremos em condições de implementar, sustentar e divulgar de maneira edicaz a
prevenção embasada em evidências, redução de danos e programas de tratamento
que, combinados com tendências sociais em evolução e sociedades mais
inclusivas, reduzam significativamente o consumo problemático de drogas e suas
consequências na maioria dos países? A lavagem de dinheiro permanecerá em
grande parte oculta e impune na maoria dos países do Hemisfério? A opinião
pública apoiará uma mudança na política de drogas? Em caso afirmativo, que
aparência revestirá a mudança nas diferentes regiões? Quais seriam as vantagens
programáticas e orçamentárias entre medidas de controle de suprimento,
estruturas normativas e intervenções para a redução da demanda de drogas de
país a país? E o controle do suprimento, seria aplicado de modo mais abrangente
no âmbito das políticas atuais ou vamos mudar as políticas e estratégias? Como
funcionarão as estruturas normativas das drogas atualmente ilícitas que estão
sendo implementadas ou discutidas em certos países e como se tornarão parte do
sistema global de controle das drogas? As novas drogas sintéticas ou a nova tecnologia
substituirão as drogas provenientes de plantas ou talvez introduzam desafios
imprevistos – ou talvez benefícios inesperados, tais como expansão das opções
de tratamento da dependência de drogas?
Como
as vítimas de uma doença causada pelo uso de drogas receberão os cuidados dos
quais necessitam?
Entre
as muitas abordagens possíveis a esses desafios, quais seriam as respostas
mais predominantes? A maioria dos países utilizará os anos de esforços e
progresso substancial em diversas áreas importantes e procurará trabalhar em
conjunto para fortalecer a capacidade institucional, combater a corrupção de
modo mais eficaz e direcionar as prioridades da execução da lei para a melhoria
da segurança dos cidadãos? Ou em outro futuro possível – embora não mutuamente
exclusivo – alguns países chegarão à conclusão de que nossas políticas atuais
precisam ser modificadas e começarão a experimentar regimes diferentes que
permitam a regulação de drogas atualmente ilícitas, ao passo que outros focarão
o fortalecimento de programas de prevenção – explorando caminhos diferentes?
Como terceira abordagem, muitos países do Hemisfério utilizarão seu capital
social melhorado para construir enfoques de base comunitária, cuja ênfase
inerente passa do tratamento do uso de drogas e violência correlata como
questão primordialmente legal ou de segurança para atender ao problema de
drogas mediante o fortalecimento da resiliência da comunidade? Ou, como
possibilidade menos provável – embora seja importante compreendê-la e explorá-la
– poderia haver um distúrbio no Hemisfério, no qual os países que sofrem altos
níveis de violência relacionados com esforços para reprimir a produção,
tráfico e trânsito de drogas ilícitas decidam atuar por si próprios para
enfrentar o desafio das drogas – procurando equilibrar a urgência de reduzir a
violência com os riscos para a integridade das próprias instituições e para uma
melhor cooperação internacional?
Drogas
controladas são as essencialmente limitadas a fins médicos ou científicos.
Comparação dos
cenários
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Em conjunto
O problema
das drogas é parte de um problema de segurança mais amplo: instituições
estatais debilitadas incapazes de controlar a criminalidade, a violência e a
corrupção que gera.
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Caminhos
O problema
é seguinte: o regime atual de controle de drogas por meio de sanções penais
(especialmente prisões e encarceramento de usuários e traficantes) está
causando dano demasiado
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Resiliência
O problema
das drogas é uma manifestação e um ampliador de disfunções sociais e
econômicas subjacentes que levam à violência e à dependência.
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Distúrbio
O problema
é que os países nos quais as drogas (especialmente a cocaína) são fabricadas
e os países de trânsito sofrem custos intoleráveis e injustos
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Tentativa de resposta
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Fortalecimento da capacidade de instituições judiciais e de
segurança pública, a fim de garantir a segurança por meio de maior
profissionalização, melhor parceria com cidadãos, novos indicadores de
sucesso e maior cooperação internacional.
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Fazer tentativas e aprender de regimes jurídicos e normativos
alternativos, começando com a maconha.
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Fortalecimento de comunidades e melhoria da segurança pública,
saúde, educação e emprego por meio de programas do tipo “bottom – top”
criados por governos, empresas e organizações não governamentais.
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Em alguns países, abandonar o combate à produção de drogas (ou
chegar a uma acomodação com os produtores) dentro de seus territórios ou em
trânsito.
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Oportunidades oferecidas por esta resposta
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Melhor segurança dos cidadãos; maior credibilidade das
instituições públicas apoiadas pela crescente confiança do público;
tributação; parceria hemisférica renovada.
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Desenvolvimento de melhores políticas sobre drogas por meio de
experimentação; realocação de recursos do controle de drogas e para prevenir
e tratar o uso problemático; redução de mercados criminais e de lucros, por
meio de regulações e regulamentações.
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Comunidades mais inclusivas, menos violentas e mais saudáveis
que assumam um papel ativo no combate ao crime e ao enfrentamento às drogas
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Redução da violência; maior atenção a prioridades nacionais em
vez de internacionais; liberação de recursos que atualmente estão sendo
gastos em segurança e execução da lei
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Desafios à implementação desta
resposta
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Reconstrução de instituições estatais em face à oposição de
interesses arraigados; cooperação internacional fraca, desigual e precária;
efeito balão de atividades criminosas que se transferem a lugares com
instituições mais fracas.
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Gerenciamento de riscos de experimentações, especialmente na
transição de mercados criminosos para mercados regulados (incluindo possíveis
aumentos do uso problemático; interação com contrabando e novas tensões
intergovernamentais resultantes de diferenças de regimes entre jurisdições).
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Recursos e capacidades insuficientes de muitas organizações
governamentais e não-governamentais para abordar esses problemas; intervalo
prolongado antes de esta resposta reduzir o crime relacionado com as drogas.
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Redução da aplicação da lei, o que permite a expansão dos
mercados de drogas e lucros deles provenientes; possível captura de Estados
por parte de organizações criminosas; conflitos causados por violações de
tratados internacionais.
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Em Conjunto
No mundo do Em Conjunto,
os líderes de alto nível das Américas reconhecem o alto preço que a
criminalidade violenta tem imposto sobre os países mais vulneráveis do
Hemisfério, especialmente os da América Central. Há demasiada violência e um
número alto de vítimas inocentes. Surge um forte consenso: não podemos
simplesmente continuar com a situação atual.
Usando a apresentação do estudo sobre drogas da OEA como catalítico,
os líderes das Américas reconhecem que, a fim de colocar em prática a
responsabilidade compartilhada, precisam colaborar entre si para enfrentar em
conjunto, de modo mais eficaz, os problemas dos crimes relacionados Às drogas;
para proporcionar maior segurança a seus cidadãos mediante o fortalecimento do
regime de direito; para proporcionar profissionalização e modernização das
instituições democráticas; para priorizar enfoques de execução da lei que
dissuadam e desencorajem a violência; para implementar melhores práticas; e
criar novos relacionamentos entre cidadãos e instituições públicas, especialmente,
nas áreas de execução da lei, justiça penal e segurança dos cidadãos. No Em
Conjunto, a ênfase passa do controle de drogas para a prevenção do crime,
da violência e da corrupção.
Caminhos
No mundo de Caminhos,
um número cada vez maior de líderes em todo o Hemisfério compartilham a opinião
de que em seus países as abordagens atuais de controle de drogas não estão
produzindo os resultados desejados. Outros países, por diversos motivos, estão
menos inclinados a buscar reformas legais e normativas. Como resultado, é muito
difícil chegar a um consenso sobre a direção a ser seguida na busca por novos
caminhos. Ao invés de seguir as mesmas abordagens de controle de drogas que
sempre usaram, muitos países começam a fazer experiências que, na verdade, os
levam a divergir das políticas atuais para construir gradualmente um novo
consenso.
Redução de danos
Na década de 1980, a ‘redução de danos’ surgiu como uma abordagem
à política sobre drogas diferente daquelas que procuravam reduzir a demanda ou
a oferta de drogas. Desde então a redução de danos tem sido definida como
“políticas, programas e práticas que visam a ,principalmente, reduzir as
consequências adversas à saúde, sociais e econômicas do uso de drogas
psicoativas sem necessariamente reduzir o consumo de drogas”.1 O conceito de
redução dos danos não se limita à política sobre drogas – ele foi aplicado com
sucesso a uma gama de campos, principalmente álcool, tabaco e saúde sexual.
Em relação às drogas, a redução de danos, em um aspecto, era
sinônimo de iniciativas da saúde pública, como os esforços de prevenção ao HIV
entre usuários de droga – principalmente, por meio de intervenções tais como
programas de distribuição de agulhas e seringas e terapia de substituição de
opioides. Com o tempo, o conceito de ‘redução de dados’ tornou-se mais amplo e
passou a incluir os danos individuais e à sociedade atribuídos aos esforços
internacionais de controle de drogas (como o encarceramento em massa e
violações dos direitos humanos).
Resiliência
Resiliência é a história de uma
mudança profunda em perspectiva sobre onde se pode encontrar a solução para o
problema de drogas do Hemisfério. Em vez de enfocar principalmente a supressão
da produção e do tráfico de drogas ou a mudança do regime legal ou normativo,
os líderes nacionais e locais reconhecem que a melhor abordagem é enfocar as
pessoas ao invés de nas drogas, reconstruir e fortalecer as comunidades de
baixo para cima (“bottom-top”). Como um corpo saudável, uma comunidade saudável
rejeita uma ‘epidemia’, seja uma epidemia de violência ou de dependência de
drogas, por meio da sua própria capacidade de responder com eficácia sua própria
resiliência.
Ruptura
Durante
a Assembleia Geral da OEA de 2013, o Relatório sobre o Problema das Drogas nas
Américas é apresentado e reconhecido como uma referência importante. Esse
relatório gera um grande debate. Os países membros concordam em aumentar e
fortalecer a implementação e a coordenação de suas políticas relacionadas a
drogas. Mas até a Assembleia Geral de 2016 parecerá que muito pouco progresso
foi na verdade obtido e que a frustração de muitos representantes dos países
membros será palpável. Diversos representantes da América Central declaram isso
a eles; o problema mais importante e urgente envolve as dezenas de milhares de
mortes causadas pela violência, muitas das quais são associadas ao trânsito das
drogas por todo seu território, e que tal situação é intolerável. Alguns deles
acrescentam que se sentem desapontados pela falta de progresso desde a reunião
de 2013, onde foi acordado que mais países desenvolvidos forneceriam assistência
complementar aos países produtores ou de trânsito. Diversos representantes
afirmam que os compromissos assumidos naquele momento ainda não foram materializados
e que seus países continuam a ser afetados pela violência associada ao trânsito
das drogas destinadas a outros países. Essas discussões geralmente terminam com
a expressão “Somos nós que estamos pagando o preço mais alto. Somos nós que
estamos perdendo a maior parte das vidas humanas. A situação atual é injusta.”
Fonte: Organização dos estados Americanos.

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