"Drogas" Abordagem sistêmica como fator de tratamento

Introdução
Embora um grande número de pesquisas seja realizado sobre o tema de  abuso/dependência de drogas, não existe uma conclusão sobre qual é o melhor tratamento. Ao que parece, os bons resultados de um tratamento vão muito além do modelo de tratamento em si e incluem o perfil psicológico do dependente, o tipo de droga, o grau da dependência, doenças associadas, estrutura familiar, vontade de parar o uso da droga, entre outros fatores.

Portanto, há tratamentos diferentes para um mesmo tipo de dependência.

Sabe-se que entre 30% e 40% dos usuários conseguem parar o uso de drogas, quase que independentemente do tratamento ao qual se submeteram.
Entretanto, algumas abordagens têm se mostrado um pouco mais eficazes, de acordo com o perfil do paciente.

Abordagem familiar Sistêmica

Imagens: internet
Na abordagem familiar sistêmica, o problema do consumo de substâncias não é focalizado só no usuário, mas sim visto como um problema a ser considerado dentro de suas relações afetivas mais importantes (que normalmente é o grupo familiar).
Assim, o tratamento deve incluir o usuário e todos aqueles que, de alguma forma, são próximos ou ligados a ele e que podem ser considerados como sua família. Nessa abordagem, o comportamento de consumo prejudicial de drogas não é considerado um problema individual, mas sim familiar, o que implica em tratar a família como um todo.
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Terapia comunitária

Adalberto Barreto, médico psiquiatra, teólogo, antropólogo, terapeuta familiar, criou em Fortaleza, no ano de 1988, a terapia comunitária.                                                                                                                










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Terapia comunitária “é um espaço aberto a todas as pessoas, de todas as idades, credos, raças, onde se desenvolve a capacidade de ouvir atentamente o outro e de falar de si com simplicidade”.
A terapia comunitária é um espaço comunitário que procura dividir experiências de vida entre os participantes do grupo. É um instrumento que possibilita a prevenção do uso de drogas, a identificação, o acolhimento e o encaminhamento de usuários e dependentes, no qual vários aspectos da vida do indivíduo e do grupo social   podem ser trabalhados, como a família, o trabalho, a cultura, a comunidade, entre outros.
     É um espaço de promoção de encontros interpessoais e intercomunitários, objetivando a valorização das histórias dos participantes, o fortalecimento das relações sociais, a restauração da auto estima, a ampliação da percepção dos problemas e possibilidades de resolução. Tem como base de sustentação o estímulo para o desenvolvimento ou a criação de uma rede de apoio social e de solidariedade.

Foto do local
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A Terapia Comunitária contribui para realizar as ações envolvendo a comunidade propostas nas políticas públicas destinadas à redução da demanda do uso de drogas. Nesse sentido, a Terapia Comunitária (TC) coloca-se como um serviço à comunidade que possibilita intervir em vários níveis:
1. Antecipar-se ao uso indevido de drogas, trabalhando possíveis motivadores para o consumo, analisando riscos e fortalecendo fatores de proteção;
2. Para aqueles que já são usuários e suas famílias, visa oferecer um espaço de acolhimento, amparo e auxílio na mudança da compreensão quanto ao uso ou abuso de drogas e contribuir para a redução dos riscos e danos associados ao uso;
3. Facilitar a identificação da necessidade e dos meios para o tratamento de dependentes ou usuários e suas famílias, contribuir para a adesão e permanência no atendimento;
4. Favorecer a criação ou o resgate da Rede Social do usuário.
Esse contexto de possibilidades de expressão dos conflitos, medos e dúvidas, em um ambiente livre de julgamentos, onde se valorizam as diferenças individuais e as experiências de vida de cada um, favorece a prevenção, o tratamento e a reinserção social de usuários e famílias.

Redução de Danos decorrentes do uso de drogas
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Imagens: internet

A Redução de Danos é um conjunto de ações e estratégias específicas, voltadas para o campo da saúde pública e dos direitos humanos, que tem como objetivo a diminuição do impacto dos problemas socioeconômicos, culturais e dos agravos à saúde associados ao uso de álcool e outras drogas.
Desde a década de 1980, no Brasil e em vários países do mundo, a Redução de Danos (RD) deixou de ser apenas um conjunto de ações isoladas de determinados grupos sociais para se tornar uma estratégia das políticas de saúde pública.
De acordo com a Política Nacional sobre Drogas, as intervenções e ações de Redução de Danos devem ser embasadas em conhecimento técnico científico, considerando a qualidade de vida, o bem-estar individual e comunitário, as características locais, o contexto de vulnerabilidade e o risco social existente.                                                                                                                                            http://www.cidaderefugio.com.br/site/blog/

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As bases para as ações dos programas de Redução de Danos são:
ƒ. Reduzir o risco de os usuários de drogas contraírem doenças infecciosas como AIDS, hepatite B ou C e tuberculose, ou de sofrer overdose.
ƒ. Reduzir a possibilidade de os usuários de drogas se envolverem em atividades criminosas ou indesejáveis, que causam danos a si mesmos e aos outros.
ƒ. Aumentar as chances de que os usuários de drogas ajam responsavelmente em relação aos outros, cuidem de suas famílias, estudem e consigam emprego.
ƒ. Aumentar a possibilidade de reinserção social dos usuários de drogas que optaram em resgatar sua cidadania, valorizando o que lhe é vital e construtivo, evitando que venham a sofrer exclusão social e cultural em decorrência do uso.

Conclusão

Não existe “o melhor tratamento” para a dependência de drogas. Vale muito, para o bom resultado, a vontade do indivíduo em livrar-se da dependência.
Não há caminhos simples ou mágicos; é um processo que leva tempo e requer muitos esforços.
A identificação do paciente com determinado tratamento parece contribuir para melhores resultados.
As recaídas durante o tratamento podem ser frequentes e não devem ser vistas com pessimismo, nem diminuir o entusiasmo com o tratamento.
Todas as ações para que os danos provocados pelas drogas sejam amenizados são bem-vindas.

É de fundamental importância para o bom tratamento médico identificar outros fatores associados à dependência, que muitas vezes impedem a recuperação do dependente. A identificação desses fatores (chamados de comorbidades) deve ser feita por profissionais capacitados em identificá-los e tratá-los.

Á direção

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