Há muitos fatores que
influenciam, mas sem dúvida o mais importante é pela capacidade dessas
substâncias produzirem prazer ou reduzirem sensações desagradáveis.
Cada droga age de um modo próprio, mas todas as drogas de abuso agem,
direta ou indiretamente, em um mesmo local do cérebro, responsável pelas
sensações de prazer. Normalmente, essa região do cérebro é estimulada quando
sentimos prazer, como por exemplo comer, olhar para uma paisagem
bonita ou escutar uma música da qual gostamos.
Cada parte do nosso cérebro tem muitas funções. Veja algumas delas e o
local onde agem as drogas, causando prazer (sistema de recompensa) na região
central.
Álcool e outras drogas:
efeitos agudos e crônicos.
Todas as drogas de
abuso (incluindo o álcool) fazem com que nosso cérebro libere maior quantidade
de uma substância chamada dopamina (DA), que age na comunicação entre os
neurônios (por isso chamada de neurotransmissor).
Sistema Nervoso Central
Imagem:McCRONE,JOHN. Como o cérebro funciona. Série mais ciência. São Paulo, Publifolha, 2002.
Um organismo
submetido continuamente a estas drogas desenvolve dependência em relação a
elas, e quando tenta deixar de usá-las, surgem manifestações graves como a
síndrome de abstinência tais como a insônia, ansiedade, irritabilidade,
náusea, agitação, taquicardia e hipertensão, que podem até causar sua morte.
Além dos prejuízos no âmbito da saúde, que são irreparáveis e muitas vezes
incontroláveis, há um prejuízo imensurável no que diz respeito à vida social,
familiar, emocional e psicológica da pessoa.
Dessa maneira,
torna-se essencial o desenvolvimento de intervenções complementares, voltadas
para a prevenção, incluindo trabalhos direcionados para os demais aspectos
que envolvam o uso de drogas, ou seja, o indivíduo e o meio social em que se
encontra.
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Que as drogas
provocam alterações na consciência de seus usuários não é segredo pra ninguém.
Mas como o cérebro reage diante do uso destas substancias? Listamos o efeito
cerebral causado por três drogas diferentes: álcool, maconha
e cocaína.
Álcool
Beber pode causar várias alterações no nosso sistema nervoso. Ficamos mais lentos, perdemos momentaneamente parte do senso motor e até nossa memória é afetada - isso tudo, claro, se você for daqueles que bebem até cair.
Maconha
Se você comparar o cérebro de um usuário de maconha com um cérebro de alguém que nunca fumou poderá se surpreender com o tamanho das diferenças. O córtex orbitofrontal, uma parte crítica do cérebro responsável por processar emoções e tomar decisões, parece menor - como se tivesse encolhido. Além disso, algumas conexões mais fortes entre algumas partes do cérebro também podem ser observadas.
Uso frequente:
O uso frequente da maconha, por períodos grandes de tempo, pode
ser responsável por uma série de problemas, como:
Redução da atenção e da motivação, prejuízo da memória e da habilidade
de resolver problemas o que diminui a capacidade de aprender. O usuário pode se
sentir sem vontade para fazer qualquer coisa.
Ansiedade, paranoia (sensação de perseguição), pânico, depressão - o
usuário pode se sentir nervoso e perseguido ou ficar muito triste.
Sintomas físicos: redução (passageira) da fertilidade masculina,
asma e bronquite, pressão alta e problemas cardíacos, entre outros.
Há evidências recentes
de que o uso de maconha está relacionado a uma doença psiquiátrica grave,
denominada esquizofrenia; esse fato parece estar relacionado ao uso de
preparações contendo níveis mais elevados de THC e ao início de uso em idade
mais precoce.
Cocaína
Aspirada, fumada ou
injetada, não importa. A cocaína entra na corrente sanguínea e penetra no
cérebro em questão de segundos. Chegando lá, o cérebro estabelece um intenso
sentimento de euforia - a sensação de estar chapado ou alto - causado pela
sobrecarga de dopamina, psicoativo da cocaína. A sensação de prazer é tão forte
que alguns animais de laboratório chegam a trocam comida por cocaína.
A parte do cérebro
afetada pela cocaína inclui importantes centros de memória que, em estado
normal, nos ajudam a lembrar de onde a fonte de prazer veio. Daí o alto poder
de vício da droga: por afetar áreas ligadas ao prazer, os usuários sempre vão
procurar pela droga.
Assim como com qualquer
droga, o início do consumo de estimulantes, em geral, ocorre em grupo. No caso
de adolescentes, o grupo tem uma importância ainda maior em todas as
experiências. A maioria das pessoas começa usando outras drogas legais ou de
acesso mais fácil (como o álcool, tabaco e inalantes) e depois podem escolher
usar a cocaína. Nem sempre o consumo de uma droga leva a outro! Existem muitos
casos de pessoas que começam usando alguma dessas drogas e não mudam para
outras, assim como podem começar direto com a cocaína ou anfetaminas.
Drogas perturbadoras ou
alucinógenas Maconha, LSD, êxtase e outras.
Algumas
drogas, plantas e medicamentos podem alterar o modo de funcionamento de nosso
cérebro, produzindo efeitos como alucinações, delírio ou alteração da
capacidade de avaliar distâncias e tempo (por exemplo:
passaram-se horas e a pessoa imagina que se passaram apenas alguns minutos).
Essas substâncias são consideradas drogas perturbadoras do Sistema
Nervoso Central.
O efeito também varia de acordo com a origem da droga (se ela é pura ou
misturada com outras substâncias), com os motivos do uso, a personalidade de
quem usa, o ambiente e as demais pessoas presentes. Em função dessas
características, várias plantas com efeitos alucinógenos têm sido utilizadas ao
longo da história em contextos e rituais religiosos, de cura ou de feitiçaria.
Alguns usuários chamam
esses efeitos de viagem, porque podem dar a sensação de estar em um mundo
estranho. As drogas perturbadoras também são conhecidas como alucinógenas,
psicodislépticas ou psicodélicas.
Alucinações: a
pessoa pode ouvir ou ver coisas que não existem ou senti-las na pele como se
estivesse sendo tocada.
Delírios: a pessoa
pode ter um julgamento errado da realidade como, por exemplo, achar que tem
poderes sobrenaturais ou que está sendo perseguida, quando isso não está
acontecendo.
Existem muitas plantas
e substâncias que fazem parte desse grupo, entre elas:
Vamos ver agora os
principais efeitos dessas drogas: Maconha (Cannabis sativa)
Maconha é o nome
popular dado no Brasil para a planta Cannabis sativa, usada há mais de
12.000 anos, com finalidade medicinal, para fazer tecidos e, mais recentemente,
para obtenção de prazer (ou “barato”).
Saiba que:
As flores e folhas
de Cannabis produzem mais de 60 substâncias chamadas de
canabinoides,entre as quais o tetrahidrocanabinol (THC), que é a principal
substância responsável pelos efeitos no Sistema Nervoso Central.
Skunk é
uma variedade de maconha mais forte, que possui maior concentração de THC
haxixe é
a droga extraída da resina da planta (geralmente com maior teor de THC)
Um baseado (cigarro de
maconha) tem cerca de 0,5 g a 1 g da erva e contém 4,5% de THC. Quando fumado,
o efeito se inicia rapidamente e atinge o máximo em cerca de 30 minutos. A
redução de efeitos ocorre após 45 a 60 minutos.
Nomes populares:
Maconha, diamba,
ganja, marijuana, Maria Joana.
O cigarro de maconha
pode ser chamado de baseado, beck, fininho ou bomba (cigarro mais grosso).
O cigarro de maconha
misturado com crack é chamado de “mesclado”.
Tolerância: a pessoa precisa de doses maiores para sentir o
mesmo efeito.
Dependência: a
pessoa não consegue controlar seu uso da droga e passa a apresentar os sintomas
gerais de dependência.
Síndrome de abstinência: ocorre apenas para pessoas que usam maconha
em altas doses e por períodos prolongados, mas não é tão clara como no caso de
outras drogas, como álcool, opiáceos e cocaína.
Conclusões
Agora você já sabe que algumas drogas e plantas são usadas pelas pessoas para alterarem seu estado de consciência. É importante lembrar que essas substâncias modificam o modo como nossos neurônios se comunicam e podem fazer com que tenhamos falsas informações sobre o mundo que nos cerca. Elas podem nos fazer ver e ouvir coisas que não existem, porque “enganam” nossos sentidos (principalmente a visão e a audição).
Á Direção.
Agora você já sabe que algumas drogas e plantas são usadas pelas pessoas para alterarem seu estado de consciência. É importante lembrar que essas substâncias modificam o modo como nossos neurônios se comunicam e podem fazer com que tenhamos falsas informações sobre o mundo que nos cerca. Elas podem nos fazer ver e ouvir coisas que não existem, porque “enganam” nossos sentidos (principalmente a visão e a audição).
Á Direção.


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